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Ensinar bons hábitos a crianças com doença cardiovascular

A criação de bons hábitos é importante para todos. No entanto, no caso de crianças com doença cardiovascular torna-se essencial. Eis algumas recomendações para pais, familiares e cuidadores.

Cerca de 1 em cada 100 bebés nasce com um problema cardíacom, de gravidade variável. As crianças com doença cardiovascular congénitas geralmente têm um problema intrínseco, da eletricidade cardíaca, ou uma doença estrutural. Ou seja, têm uma cardiopatia congénita. As doenças cardíacas congénitas complexas são diagnosticáveis ​​durante a gravidez. Por outro lado, as não complexas são geralmente diagnosticadas em idade pediátrica mais avançada ou na adolescência, geralmente através de um eletrocardiograma. Seja qual for o caso, os bons hábitos são fundamentais para as crianças com doença cardiovascular.

 

No entanto, se pensarmos que muitos dos problemas cardiovasculares se desenvolvem ao longo da vida, ensinar bons hábitos é importante em todas as idades, com ou sem doenças presentes. E, por isso, criar bons hábitos na idade pediátrica é importante porque previne o desenvolvimento ou o aparecimento de doença cardiovascular. Além disso, os hábitos aprendidos na infância têm a tendência a manter-se na idade adulta. Assim sendo, uma criança com hábitos saudáveis tende a desenvolver-se num adulto com hábitos saudáveis. Desse ponto de vista, incentivar hábitos saudáveis por parte de pais, familiares e cuidadores é um investimento de longo prazo.

Crianças com doença cardiovascular: aprender desde pequenino

Segundo os especialistas, a educação cardiovascular para crianças e seus familiares e cuidadores deveria esclarecer o impacto de fatores de risco como a inatividade física, a obesidade, o tabagismo, a pressão alta e o stresse. Ao mesmo tempo, deve clarificar as potencialidades de 3 hábitos protetores: alimentação saudável, exercício físico regular e boas rotinas de sono.

 

Alimentação saudável

 

É fundamental reduzir a ingestão de sal na alimentação das crianças, mas também o consumo da açúcares. Estes últimos podem estar contidos em particular nas bebidas açucaradas, como chás frios e os sumos de fruta. Assim sendo, reduza ao mínimo a adição de sal e açúcares nas refeições caseiras. Além disso, preste atenção às quantidades de sal e açúcares nos rótulos dos alimentos. Recomenda-se também estimular o uso de alimentos integrais e farinhas não refinadas, ricas em fibras e com níveis inferiores de açúcar.

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Atividade física regular

 

As crianças devem praticar atividade física regular (pelo menos 60 minutos diários do tipo vigoroso ou forte dos 5 aos 17 anos) e diminuir o sedentarismo no tempo livre. O estilo de vida sedentário e a atividade física reduzida em criança estão associados a risco cardiovascular acrescido na idade adulta. Numerosos estudos têm demonstrado que a atividade física na idade pediátrica tem um papel preventivo na idade adulta. Isto ocorre não só sobre os valores de hipertensão, mas também de glicemia. Além disso, é independente da idade, sexo e adiposidade: uma criança com peso em excesso, mas bom nível de atividade física, apresenta índices de risco comparáveis ​​ou melhores do que os de uma criança com peso normal, mas sedentária.

 

Hábitos de sono

 

O sono é uma necessidade primária que, se alterada ainda na infância, pode ter impacto no bem-estar geral. As correlações entre distúrbios do sono e obesidade, hipertensão arterial (principalmente em adolescentes obesos) e risco cardiovascular, mesmo em idade pediátrica, são cada vez mais evidentes. A Associação Portuguesa do Sono (APS), juntamente com a Associação Portuguesa de Pediatria (SPP), recomenda as seguintes horas de sono:

 

  • 0 a 3 meses: 14 a 17 horas de sono
  • 4 a 11 meses: 12 a 15 horas de sono
  • 1 a 2 anos: 11 a 14 horas de sono
  • 3 a 5 anos: 10 a 13 horas de sono
  • 6 a 13 anos: 9 a 11 horas – entre 6 e 13 anos
  • >13 anos: 8 a 10 horas

 

Na maioria das crianças, os riscos cardiovasculares são baixos e podem ser minimizadas ou evitados com a hábitos saudáveis. Os hábitos de que falámos, juntamente com o evitar do consumo de substâncias nocivas (como, por exemplo, tabaco, álcool e drogas) na adolescência e idade adulta, não apenas reduz o risco cardiovascular, como também previne outras doenças, como a diabetes,  as doenças respiratórias e o cancro.

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

Referências
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