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A obesidade como fator de risco cardiovascular

A obesidade é um fator de risco cardiovascular, mas porquê? Saiba mais sobre a obesidade e a sua relação com o seu coração.

É muito frequente que se fale da obesidade como um fator de risco cardiovascular, mas a relação entre ambos é, muitas vezes, desconhecida do público em geral. A obesidade pode ser definida como uma acumulação anormal ou excessiva de gordura corporal que pode atingir graus que afetam a saúde. Assim sendo, é uma doença crónica, com origem em vários fatores, que está associada, entre outras complicações, a doenças cardiovasculares.

A obesidade e o risco cardiovascular

Obesidade e IMC

 

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal, com mais de metade da população com excesso de peso e sendo o nosso, um dos países do espaço europeu, onde é maior a prevalência de obesidade infantil.

 

A obesidade ocorre quando o número de calorias ingerido é superior ao que é gasto. Ou seja, quando isto acontece, as calorias são armazenadas no nosso organismo sob a forma de massa gorda, podendo vir a afetar a nossa saúde.

 

O cálculo do índice de massa corporal (IMC) permite classificar o grau de obesidade de uma pessoa. Em primeiro lugar, este pode obter-se dividindo o peso (em Kg) pela altura elevada ao quadrado (em metros).

 

O excesso de peso corresponde a um IMC entre 25 e 30 Kg/m2 e a obesidade surge quando o IMC é igual ou superior a 30 Kg/m2. Os resultados de IMC podem ser classificados em:

 

  • Baixo peso: < 18.5 Kg/m2
  • Peso normal: 18.5 – 24.9 Kg/m2
  • Pré-obesidade: 25.0 – 29.9 Kg/m2
  • Obesidade – pode ter várias classes:
    • I: 30.0 – 34.9 Kg/m2
    • II: 35.0 – 39.9 Kg/m2
    • III: ≥ 40.0 Kg/m2

Tipos de Obesidade

Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), após uma análise da distribuição da gordura corporal, a obesidade pode ser classificada em 2 tipos:

 

  • Ginoide (ou em forma de pêra): que se caracteriza por um aumento da gordura da cintura para baixo. Esta forma é mais comum em mulheres e tem menos risco cardiovascular. Embora esteja, muitas vezes, associada ao aparecimento de varizes e doenças das articulações.

 

  • Androide (ou em forma de maçã): que se caracteriza por uma localização da gordura na zona da cintura e zona superior do tronco. Esta forma é mais frequente entre os homens e tem uma estreita relação com o aparecimento de diabetes, hipertensão, aterosclerose e o aumento de risco de doenças cardiovasculares. Assim sendo, se o seu perímetro abdominal está acima de 80 cm (mulheres) e 94 cm (homens), este encontra-se aumentado. A medição do perímetro abdominal pode ser usada como um indicador de saúde. Isto significa, que, quando os valores se encontram acima dos recomendados, podem estar associados ao desenvolvimento de várias complicações, incluindo as doenças cardiovasculares. Tendo em atenção este fator, na pessoa idosa, o perímetro abdominal tem maior relevância do que o índice de massa corporal (IMC).

Como é que a obesidade pode afetar o seu coração?

De acordo com vários estudos realizados nesta área, a obesidade está relacionada com um amplo espectro de doenças cardiovasculares, tendo influência a vários níveis como, por exemplo, na:

 

  • Irrigação do músculo cardíaco;
  • Formação de placas de aterosclerose (presença de depósitos de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos);
  • Tensão arterial elevada.
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A obesidade pode aumentar os riscos cardiovasculares direta ou indiretamente. Os efeitos diretos são mediados por adaptações, na estrutura e função do sistema cardiovascular, que inclui o coração e os vasos sanguíneos, como as veias e as artérias. Estas adaptações são induzidas pela obesidade para acomodar o excesso de peso corporal. Nos efeitos diretos podemos também incluir o papel que substâncias secretadas pelo tecido adiposo (ou gordura) podem ter na inflamação e nos mecanismos que mantêm o equilíbrio do nosso sistema vascular.

 

Os efeitos indiretos são mediados por fatores de risco coexistentes, como por exemplo a resistência à insulina (hormona que controla o açúcar no sangue), glicose (ou açúcar) elevada no sangue ou pressão arterial e níveis de colesterol elevados.

 

Se tem obesidade ou excesso de peso, a combinação entre exercício regular e uma alimentação saudável podem ajudar no seu processo de perda de peso. Lembre-se que, com o acompanhamento adequado, pode ser muito mais fácil atingir o seu peso saudável. Assim sendo, procure a ajuda do seu médico ou nutricionista e comece hoje a cuidar de si!

 

 

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Referências
  • Fundação Portuguesa de Cardiologia

  • Diabetes 365º

  • Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Koliaki C, et al., 2018.

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