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O que saber sobre o eletrocardiograma

O eletrocardiograma é um exame não invasivo que nos dá imensas informações sobre o funcionamento do coração. Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre ele!

O eletrocardiograma, ou ECG, como é vulgarmente abreviado, é um dos exames mais usados pela cardiologia. Além de não ser um exame invasivo (ou seja, a sua realização não implica nenhum procedimento como injeções ou cirurgia), é um exame de baixo custo e muito rápido de fazer.

O que nos diz o eletrocardiograma (ECG)?

O eletrocardiograma lê a atividade elétrica do coração. Para funcionar corretamente, e bater de uma forma organizada, o coração possui uma rede elétrica, capaz de gerar impulsos. Ao criar esses impulsos, o coração contrai e bate, enviando o sangue para fora dos ventrículos.

 

É aquela linha com altos e baixos que certamente faz parte do seu imaginário e que um médico consegue ler e, dessa forma, retirar várias conclusões sobre a saúde do coração.

 

É nas aurículas que o sangue está antes de passar para os ventrículos. Quando as aurículas geram um impulso, esse é lido no ECG como uma onda, chamada de onda P. Depois da onda P, existe um pequeno momento sem onda, uma linha contínua, que se traduz pelo tempo que o estímulo elétrico demora a chegar ao ventrículo. Depois, dá lugar a uma linha que se designa por complexo QRS, que diz respeito ao impulso sentido nos ventrículos e que promove a sua contração. Segue-se novamente um pequeno momento sem onda e, depois, a onda T, que retrata o relaxamento.

 

Ao ler o ECG encontramos isso mesmo: as ondas P, complexo QRS e a onda T. Dependendo das alterações que existam no coração (por exemplo, arritmias ou enfarte agudo do miocárdio), pode haver alterações nessa condução da onda.

Como funciona?

O ECG normalmente usado é chamado de ECG simples de 12 derivações. Isto significa que vai dar-nos 12 leituras elétricas do funcionamento do coração.

 

O aparelho é constituído por 10 elétrodos no total. São colocados 6 em zonas específicas do peito e 4 em cada membro (um em cada braço e cada perna). Esses elétrodos estão ligados a um aparelho, o eletrocardiógrafo, que lê os impulsos elétricos do coração e os traduz num traçado com ondas numa folha de papel. É um papel com imensa informação!

 

Os 12 diferentes traçados, ou derivações, dizem-nos diferentes pontos de vista da mesma atividade elétrica, conforme a posição dos elétrodos. Cada derivação fornece-nos informação sobre uma parte específica do coração. Por exemplo, quando estamos perante uma alteração sugestiva de enfarte agudo do miocárdio, saber em qual das derivações esta ocorre diz-nos se o enfarte está a acontecer na parte anterior, posterior ou inferior do coração. Isto é útil para dirigir o tratamento.

 

Quando é pedido?

 

O eletrocardiograma é um exame que deve ser pedido sempre que há necessidade de estudar o sistema cardiovascular. Faz parte dos exames de rotina da cardiologia.

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O que devo saber antes de fazer o exame?

 

Não existe nenhuma preparação prévia para o exame. É um exame indolor e bastante rápido.

 

Deve ser realizado num local calmo e em repouso. Pode ser feito no hospital ou, caso seja pedido pelo médico de família, em clínicas para o efeito. Existem técnicos especializados que irão executar o exame.

 

Existem diferentes tipos de ECG?

 

Para além do ECG simples de 12 derivações, existem outros 2 tipos de ECG, nomeadamente:

 

  • ECG com prova de esforço

Serve para analisar a reação do coração ao esforço. Os elétrodos são colocados da mesma maneira, mas, em vez de estarmos deitados, estamos numa passadeira ou bicicleta, em movimento. É pedido quando existe suspeita que o stresse ou o esforço possam estar a desencadear alterações (por exemplo, quando existem queixas de dor no peito após uma grande caminhada ou levantar pesos).

 

  • Holter 24h

É um exame para avaliar o ritmo cardíaco. A sua maior vantagem é que regista a atividade elétrica do coração durante 24h. A pessoa a ser analisada é também convidada a registar os seus sintomas (por exemplo, palpitações) e as horas a que ocorreram. Isto permite saber se existe alguma relação entre os sintomas e variações no ECG Holter.

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

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