Pub
Pub
artigo
imprimir

O papel do médico de família na saúde cardiovascular

Qual o papel do médico de família na saúde cardiovascular? Hoje vamos aprofundar a função do médico de família nesta área de prevenção e tratamento tão importante.

O médico de família está numa posição privilegiada para atuar. Isto acontece tanto pelas especificidades da sua atividade, como pela relação próxima que tem com o doente e a sua família. O médico de família é um médico assistente do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que se especializou em Medicina Geral e Familiar, durante 4 anos. Assim sendo, o seu «olhar» sobre o doente é mais abrangente. Ou seja, este não só tem uma visão integrada das doenças, como relaciona as características clínicas com aspetos psicológicos e sociológicos.

 

O perfil do médico de família coloca-o numa posição chave na prevenção de diversas doenças, onde se incluem as doenças cardiovasculares. Além disso, ao não ter um foco exclusivo, o médico de família cria um espaço de intervenção propício à promoção da saúde e à prevenção da doença. Esta vertente destaca que o médico de família está disponível para qualquer problema de saúde numa pessoa de qualquer dos sexos e de qualquer idade, sendo o doente que define o problema.

 

O que o médico de família sabe sobre o contexto pessoal, familiar e social de cada um dos seus doentes permite-lhe, por exemplo:

 

  • avaliar em pormenor os riscos
  • analisar os recursos disponíveis
  • planear melhor as suas intervenções

O médico de família e a saúde cardiovascular

A área cardiovascular tem um grande peso na atividade do médico de família, quer pelos múltiplos fatores de risco, quer pela prevalência da doença. Também é a área onde a intervenção do médico de família pode ter resultados positivos e salvar vidas.

 

A saúde cardiovascular vai muito para além do tratamento da doença cardíaca. Desta forma, o médico de família pode fazer o seguimento de doentes que tenham fatores de risco cardiovasculares, nomeadamente:

 

 

Assim, o médico de família tem um papel chave no diagnóstico, tratamento e prevenção. Além disso, existem ainda programas de seguimento para alguns dos fatores de risco.

 

Programa de Consulta de Hipertensão

 

Este programa pressupõe consultas semestrais. No entanto, esta periodicidade aplica-se apenas quando os valores estão controlados. Em cada consulta deve realizar-se a medição da tensão arterial, pelo menos 2 vezes, com o intervalo mínimo de 2 minutos. Regista-se o valor mais baixo. Pode considerar-se uma terceira medição se existir uma grande discrepância entre os 2 valores iniciais e assinalar essa diferença no processo clínico.

artigo

133.

As complicações da hipertensão fora de controlo

Programa de Consulta de Diabetes

 

O programa de seguimento de doentes diabéticos pressupõe consultas também semestrais, após a estabilização dos valores. Quando não são atingidas as metas, o seguimento deve ser mais curto. Ou seja ser feito mais do que 2 vezes por ano. Na consulta de diabetes são avaliadas análises, sendo de grande importância a hemoglobina glicada. Assim sendo, esta deve ser feita a cada semestre, ou em períodos menores, não inferiores a 3 meses.

 

Saúde cardiovascular, uma área de atuação de todos os dias

 

Todos os dias, o médico de família tem necessidade de aplicar os conhecimentos na área do risco cardiovascular. Ou seja, em todas as consultas assume um papel crucial na quantificação do risco cardiovascular e na adoção de medidas que o atrasem.

 

Em primeiro lugar, o médico de família deve contribuir para a adoção de estilos de vida saudáveis, atrasando eventuais doenças do foro cardiovascular. Sabe-se que as alterações do estilo de vida reduzem o risco cardiovascular. Estas alterações incluem, por exemplo:

 

 

Se for útil a colaboração com outras especialidades (como a cardiologia), o médico irá guiá-lo em todo o processo. E, assim, todo o stresse inerente à nova situação será menor. Além disso, caso queira saber mais sobre a sua saúde cardiovascular, fale com o seu médico de família!

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

artigo
imprimir
anterior seguinte