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Ir de férias com doença cardiovascular

Ter doença cardiovascular não tem que significar que não pode ir de férias. A sua condição é estável, bem controlada e sente-se bem? Então pode ser importante ir para relaxar, descansar e descontrair. Mas consulte primeiro o seu médico.

Todas as pessoas gostam de férias, mas estes períodos não deixam de ter as suas condicionantes para quem vive com doença crónica, Se a sua condição for estável e se se sentir bem, pode ser uma temporada agradável, que lhe permitirá relaxar, descansar e descontrair. Mas consulte primeiro o seu médico antes de ir de férias com doença cardiovascular.

Ir de férias com doença cardiovascular

A maioria das pessoas que tem doença cardiovascular pode ir de férias desde que a sua condição seja estável, esteja bem controlada e o doente se sinta bem. Se teve um ataque cardíaco recentemente, saiba que o tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa. Assim sendo, peça conselho ao seu cardiologista. Basta que o seu médico o aconselhe e que siga algumas regras apontadas pelos especialistas.

 

No entanto, e tal como lembra a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), «A saúde do coração não tira férias», alertando para a importância de manter um estilo de vida saudável também nestes períodos como forma de prevenção da doença coronária. Continuar com a prática de exercício físico, evitar o álcool, não fumar e controlar a alimentação, evitando alimentos ricos em açúcar e gordura são a melhor forma de não colocar o coração em risco. É, também, essencial:

 

  • tomar sempre a medicação prescrita pelo médico
  • não faltar às consultas agendadas
  • vigiar a pressão arterial e os níveis de colesterol

 

E, caso surjam sintomas como, por exemplo, dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade, não os ignore. Ligue o número de emergência que, no território nacional, é o 112.

 

Escolha bem o seu destino

 

Decidir para onde ir é o primeiro passo. Se acordo com a British Heart Foundation (BHF) tanto o clima muito frio como o muito quente podem agravar certas doenças cardiovasculares. No entanto, poderá ir para destinos com temperaturas mais elevadas desde que tenha cuidados redobrados para não sobrecarregar o seu coração. Mantenha-se sempre hidratado e à sombra entre as 11h00 e as 15h00, horas de maior calor. Não se esqueça do chapéu e do protetor solar que deve ser aplicado a cada 2 horas. Tanto quanto possível, ajuste o seu relógio biológico para fazer uma sesta retemperadora durante a tarde, ficando acordado até mais tarde nas horas mais frescas.

 

A British Heart Foundation (BHF) alerta, ainda, para os casos de recuperação recente de ataque cardíaco ou de cirurgia cardíaca. Nestes deve-se evitar viajar para grandes altitudes, pois quanto mais alto se está menos oxigénio há, o que pode provocar falta de ar ou, mesmo, angina extrema. Os especialistas aconselham, portanto, que se limitem os destinos abaixo dos 2.000 metros a fim de se reduzirem os riscos e lembram que se o plano for caminhar em grupo, deve o paciente cardíaco seguir o seu próprio ritmo.

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Voar com doença cardiovascular

 

A British Heart Foundation (BHF) recomenda que, em caso de doença cardiovascular, informe a companhia aérea sobre a sua condição para que tenha oxigénio suplementar disponível, se necessário. Os níveis de oxigénio nas cabines dos aviões são mais baixos do que no solo, mas isso não afeta a maioria das pessoas com problemas cardíacos.

 

Geralmente, é seguro voar com quadros de pressão alta, desde que bem controlada. Contudo, se a sua pressão arterial estiver instável ou, mesmo, muito alta, deverá consultar o médico ainda antes de planear viajar.

 

Se for portador de um cardioversor-desfibrilhador implantável (CDI) ou de um pacemaker será importante informar o pessoal do aeroporto, levar o cartão de identificação do dispositivo ou uma carta do seu médico. Ajudará a fornecer informações básicas se, eventualmente, necessitar de ser visto por um especialista durante a sua estadia no exterior.

 

Se tiver que passar pelos mecanismos de segurança, caminhe num ritmo normal e sem demoras. Não se preocupe se o alarme disparar já que o invólucro de metal do seu dispositivo pode acioná-lo.

 

Não se esqueça da medicação

 

Certifique-se de que tem medicamentos suficientes para as férias já que obtê-los poderá não ser fácil. Peça ao seu médico para prescrever uma receita que permita ser aviada uns dias antes da partida e procure ter um stock razoável de medicamentos numa bagagem de mão. No caso de voar, tenha sempre em conta as orientações da companhia aérea sobre o transporte de medicamentos. A British Heart Foundation (BHF) recomenda, ainda, que faça uma lista de medicamentos com as marcas e os nomes genéricos, a manter, também, na bagagem de mão, assim como uma cópia da sua receita. Se algum dos seus medicamentos precisar de refrigeração, pergunte ao seu farmacêutico como mantê-lo fresco enquanto estiver em trânsito.

 

Cuidados médicos enquanto estiver no exterior

 

O país que escolher como destino poderá não ter os serviços médicos a que está habituado. «É tudo uma questão de qual o nível de risco que se está disposto a correr», sublinha a British Heart Foundation (BHF). Todavia, se as férias forem em algum dos Estados-Membros da União Europeia, Islândia, Listenstaina, Noruega, Suíça e Reino Unido faça-se acompanhar pelo Cartão Europeu de Seguro de Doença, um documento que «permite a uma pessoa segurada ou abrangida por um regime de proteção social de um dos 27 Estados-Membros da União Europeia, Islândia, Listenstaina, Noruega, Suíça e Reino Unido, obter, junto dos prestadores de cuidados públicos, a assistência médica de que o seu estado de saúde necessitar durante a sua estada temporária em qualquer dos Estados referidos», assegura a Segurança Social do nosso país. Os cuidados de saúde que são prestados aos portadores deste cartão, são feitos nos mesmos moldes que aos beneficiários do sistema de Segurança Social do país onde se encontram, o que pode significar não serem gratuitos. Pode ter que haver lugar ao pagamento de taxas moderadoras ou de comparticipações não reembolsáveis.

 

A Segurança Social Portuguesa alerta, no entanto, para o facto de este documento não constituir uma alternativa a um seguro de viagem nem abranger situações em que a pessoa segurada se desloca a outro Estado com o objetivo de receber tratamento médico. O CESD também não cobre cuidados de saúde prestados no sistema de saúde privado nem outras despesas, como por exemplo, o custo do repatriamento. Contudo, pode ser utilizado em unidades de saúde privadas, caso as mesmas estejam abrangidas pelo sistema de segurança social/saúde do Estado-Membro onde se encontra temporariamente e o aceitem.

 

Seguro de viagem com doença cardiovascular

 

Ao viajar para o exterior torna-se fundamental estar devidamente protegido por um seguro de viagem. Ter uma doença cardiovascular não será impeditivo para a sua obtenção nem precisará de fornecer informações pormenorizadas sobre o seu historial clínico. Antes da aquisição informe-se detalhadamente sobre as coberturas. Um seguro de viagem é uma apólice temporária, limitada à data das suas férias e cujas coberturas, dependendo da companhia, compreendem, habitualmente, despesas médicas, cancelamento da viagem, repatriamento e responsabilidade civil.

 

Por fim, vá de férias informado e junte-se à comunidade Cardio 365º!

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