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Estou em risco de fibrilhação auricular?

Porque o risco de fibrilhação auricular é elevado na população portuguesa, é importante saber reconhecer as suas causas, sintomas e principais fatores de risco.

O risco de fibrilhação auricular é real. Porque sabemos que é o tipo de arritmia (batimentos cardíacos irregulares) mais comum. E porque, uma vez que esta condição pode levar ao aparecimento de coágulos, AVC, ataque cardíaco ou outras complicações, é importante saber reconhecer as suas causas, sintomas e principais fatores de risco.

Quem está em risco de fibrilhação auricular (FA)?

Qualquer pessoa, desde as crianças ou jovens até aos mais idosos pode ser diagnosticada com fibrilhação auricular. Contudo, apresenta um maior risco para o seu desenvolvimento se tem alguma das seguintes condições:

 

  • Idade avançada: apesar de possível, a FA é rara em crianças e jovens, sendo bastante mais frequente em idosos. Assim sendo, quanto mais elevada for a sua idade, maior o risco de ser diagnosticado com esta condição.
  • Pressão arterial elevada: também conhecida como «o assassino silencioso». Por ter um impacto negativo na sua saúde sem apresentar sintomas iniciais. Se tem hipertensão arterial não controlada (vulgo «tensão alta»), apresenta um maior risco de desenvolver FA.
  • Doença cardiovascular: se está diagnosticado com doença cardiovascular, como por exemplo cardiomiopatia hipertrófica, síndrome coronária aguda ou se já sofreu um ataque cardíaco (enfarte agudo do miocárdio) tem um maior risco de desenvolver FA.
  • Cirurgia cardíaca prévia: a FA é uma das complicações mais comuns após cirurgia cardíaca.
  • Consumo crónico de álcool, tabaco, café ou drogas estimulantes: o consumo frequente, ou em grandes quantidades destas substâncias aumenta o risco de FA.
  • História familiar: ter um membro da sua família com FA diagnosticada, aumenta a sua probabilidade de desenvolver a mesma condição.
  • Ser atleta: a prática de exercício físico muito intenso aumenta o risco de desenvolvimento de FA.
  • Outras doenças concomitantes: se tem doença da tiroide (como por exemplo hipertiroidismo), diabetes, obesidade ou asma, o seu risco de desenvolver FA é mais elevado.

Saiba reconhecer os sintomas

Não é pouco frequente que as pessoas com fibrilhação auricular se apresentem sem sintomas. Nesses casos, esta apenas pode ser detectada através de exames médicos. No entanto, existem alguns sinais e sintomas aos quais pode ficar atento:

 

  • Fadiga generalizada;
  • Batimentos cardíacos ou palpitações, rápidos e irregulares;
  • Tonturas;
  • Dificuldade respiratória;
  • Sensação de ansiedade;
  • Confusão mental;
  • Sensação de desmaio;
  • Fadiga intensa ou palpitações na prática de exercício físico;
  • Transpiração excessiva;
  • Dor ou sensação de pressão no peito.
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O que é a fibrilhação auricular?

É importante ter em conta que alguns destes sintomas podem ser comuns aos sintomas de enfarte agudo do miocárdio (ou ataque cardíaco), que é uma emergência médica. Por esta razão, é muito importante que os saiba reconhecer.

Penso que posso ter fibrilhação auricular, o que devo fazer?

Apesar de nunca poder garantir a prevenção a 100%, tanto de AVC como de enfarte do miocárdio, existem várias formas de contribuir para o não agravamento do risco de complicações da FA. Deve então adotar um estilo de vida mais saudável. Com uma alimentação equilibrada, prática de exercício físico moderado, evitando o consumo de tabaco, bebidas alcoólicas ou café em demasia.

 

Contudo, apesar das pequenas mudanças de hábitos diários serem muito importantes, o primeiro passo para o tratamento é procurar aconselhamento médico. Para que tenha um diagnóstico e tratamento adequados. Existem várias opções para diagnóstico e tratamento da fibrilhação auricular, mediante avaliação de cada caso individual. Estas podem incluir a prescrição de medicamentos que ajudam a controlar o seu ritmo cardíaco, assim como o tratamento de outra doença subjacente que seja a sua causa principal.

 

Para se informar melhor sobre a saúde do seu coração junte-se a nós na comunidade Cardio 365º. Não espere para cuidar de si e dos seus!

Referências
  • American Heart Association

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