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É possível diagnosticar a aterosclerose?

Neste artigo vamos falar sobre a aterosclerose. Já se sabe que é uma doença cada vez mais prevalente em Portugal, mas é possível diagnosticar a aterosclerose?

A aterosclerose é uma condição com elevada prevalência na nossa sociedade. E resulta, sobretudo, de comportamentos e estilos de vida menos saudáveis adotados e praticados no nosso dia a dia. Na verdade, é possível diagnosticar a aterosclerose. Mas para perceber melhor como, é importante saber o que é a aterosclerose.

 

A aterosclerose é uma doença que afeta predominantemente as artérias de grande e médio calibre (como por exemplo as artérias renais, as artérias cerebrais e também a artéria aorta). Carateriza-se por uma alteração da dilatação vascular, com inflamação e acumulação de gordura nas artérias.

Lembra-se dos fatores de risco para a aterosclerose?

Entre os fatores de risco para a aterosclerose, destacam-se os seguintes:

 

E é possível falar em sintomas?

Conhecendo os principais sintomas associados à aterosclerose, conseguimos diagnosticar a aterosclerose mais rapidamente. Normalmente, a aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que ocorra um estreitamento acentuado da artéria. À medida que ocorre a acumulação de gordura na artéria, pode acontecer uma diminuição de sangue responsável pela oxigenação de determinados tecidos.

 

Quando há sintomas de aterosclerose, estes dependem da artéria afetada. Assim, se as artérias acometidas são as que levam sangue para o cérebro, a pessoa poderá sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), se são as que levam sangue para as pernas, o doente poderá sentir dor ao caminhar. No caso de obstrução nas artérias coronárias (vasos que levam sangue ao coração), o sintoma será dor no peito, o que caracteriza a angina ou o enfarte do coração.

Como diagnosticar a aterosclerose

Para diagnosticar a aterosclerose o exame médico é muito importante, no sentido da deteção dos seus sinais e sintomas. De entre estes sinais destacam-se:

 

  • a presença de depósitos de gorduras nas pálpebras ou tendões;
  • sopros carotídeos (detetados pelo médico aquando da auscultação cardíaca);
  • diminuição dos pulsos arteriais;
  • massas abdominais palpáveis e pulsáteis;
  • disfunções neurológicas;
  • tensão arterial baixa;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • entre outros.

 

Diagnosticar a aterosclerose passa também pela história clínica, incluindo os sintomas atuais e os medicamentos habituais. As análises laboratoriais são importantes, bem como o eletrocardiograma ou o ecocardiograma. Podem ser necessários outros estudos para avaliar a circulação sanguínea no coração, no cérebro e nas pernas. A medida ultrassonográfica da espessura das camadas íntima e média das artérias carótidas tem sido considerada um teste de grande potencial para a avaliação não invasiva da aterosclerose.

 

Por fim, um seguimento apertado no seu médico de família é muito importante para a prevenção da aterosclerose. Além disso, é importante para um diagnóstico precoce, de forma a implementar medidas que permitam o seu tratamento ou controlo.

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Referências
  • Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC)

  • Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC)

  • Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA)

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