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Qual a relação entre depressão e saúde e cardiovascular?

A depressão é uma doença do foro mental, muito comum e altamente incapacitante. Será que existe alguma relação com a saúde cardiovascular? Venha descobrir!

A depressão é uma doença do foro da saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2017, afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. É considerada uma doença comum, e com tendência a crescer nos dias que correm.

Como saber se estamos deprimidos?

Devemos ter em atenção que sensações de tristeza, melancolia, angústia ou frustração são normais face a determinados eventos da vida. Apenas é considerado patológico (isto é, uma doença) quando essas sensações são uma constante e permanecem durante mais de duas semanas seguidas. A perturbação depressiva, condição médica e altamente importante, é considerada quando existe:

 

  • Humor negativo persistente;
  • Falta de positividade;
  • Perda de interesse em atividades antigamente prazerosas (anedonia);

 

Quando as manifestações anteriores ocorrem, é necessário que não sejam habituais na pessoa e que causem sofrimento ou prejuízo significativo por mais de 2 semanas, para ser feito o diagnóstico. A depressão, tal como outros problemas de saúde mental, tem alto impacto na qualidade de vida. É uma causa comum de incapacidade e afeta outros sistemas do nosso corpo como, por exemplo, o sistema cardiovascular.

Depressão e risco cardiovascular

Vários estudos demonstram que a perturbação depressiva está relacionada com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Como, por exemplo, a doença coronária, enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Para além disso, aumenta também o risco de vir a ter diabetes tipo 2, doença que aumenta o risco cardiovascular.

 

A depressão também piora o prognóstico destas doenças referidas, bem como da insuficiência cardíaca. Não só por estar associada a mais hospitalizações e descompensações da doença, como também por processos implicados no funcionamento do nosso organismo, ainda pouco esclarecidos.

 

A depressão é, portanto, uma doença complexa e com muito impacto na vida de uma pessoa, não só pela condição em si, como pelas possíveis complicações. É crucial esta alerta e tratar precocemente para evitar a progressão do problema.

 

A depressão tem tratamento?

 

O tratamento da depressão é divido entre farmacológico e não farmacológico. Idealmente devemos começar por frequentar regularmente sessões de psicoterapia (com um psicólogo ou terapeuta). Entretanto, se necessário, recorrer aos chamados psicofármacos, grupo de fármacos cujo mecanismo de ação é funcionar como antidepressivos, estabilizadores de humor, etc. Existem inúmeros fármacos e o médico irá escolher a estratégia mais indicada.

 

Se se sente deprimido, tem pensamentos negativos, angústia constante e falta de prazer nas atividades que antes gostava, não hesite: contacte o seu médico de família ou um psiquiatra. Ele irá avaliar a situação e indicar o tratamento mais adequado para si. Existem também linhas de apoio disponíveis que podem ajudar, caso precise de falar com alguém, divulgadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS):

 

  • Linha SOS Voz Amiga, mais conhecida pelo “Telefone SOS”, disponível diariamente das 16h às 24h, através dos telefones 213 544 545 / 912 802 669 / 963 524 660;

 

  • Conversa amiga, das 15 às 22h, pelos números 808 237 327 ou 210 027 159;

 

  • Voades – Vocês Amigas da Esperança, disponível das 20 às 23h, pelo número 22 208 07 07.

 

Concluindo, o tratamento da depressão deve ser o mais precoce possível, de maneira a evitar que se torne um problema crónico com consequências não só a nível emocional, como a nível físico, através do aumento do risco cardiovascular.

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