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Sorriso saudável: evitar doenças das gengivas

As doenças das gengivas são muito comuns e afetam não só a saúde dentária como a autoestima. Aprenda a evitar a periodontite.

As doenças periodontais, vulgarmente conhecidas como doenças das gengivas, constituem um conjunto de doenças que enquadram a gengivite e a periodontite. Numa primeira fase, as bactérias causam apenas inflamação da gengiva e consequentemente uma gengivite, um problema reversível. Mas se esta situação inicial não for resolvida, as bactérias podem também atingir o osso e, nessa altura, causar uma periodontite. Esta situação conduz a uma perda de suporte do dente, com a sua consequente mobilidade e, em casos mais severos, perda do dente. A doença periodontal poderá também provocar possíveis alterações inflamatórias em todo o organismo.

Saiba mais sobre as doenças das gengivas

Fatores de risco

 

Existem vários fatores que podem contribuir para aumentar o risco de periodontite:

 

  • Gengivite;
  • Predisposição genética;
  • Maus hábitos de higiene dentária;
  • Tabagismo;
  • Diabetes;
  • Idade avançada;
  • Diminuição da imunidade, como ocorre em doenças como leucemia, HIV/AIDS e após sessões de quimioterapia;
  • Má nutrição;
  • Toma de medicamentos;
  • Alterações hormonais relacionadas com a gravidez ou a menopausa;
  • Consumo de álcool e/ou drogas;
  • Alterações dentárias estruturais;
  • Problemas com a forma como os dentes se encaixam ao morder.

 

Muitas vezes sem sintomas

 

Segundo a Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO), a periodontite, na maior parte dos casos, é assintomática e pode ser descoberta por acaso numa consulta de rotina – outra razão para não deixar de marcar uma consulta de higiene oral de 6 em 6 meses. Os sinais e sintomas desta doença incluem a hemorragia, a formação de bolsas (aumento do espaço entre o dente e a gengiva), a recessão gengival (a gengiva começa a desaparecer e as raízes a ficar à mostra), mau hálito e, numa fase mais avançada, os dentes podem começar a abanar (mobilidade dentária) e a mudarem a sua posição na boca. Se esta doença não for tratada pode levar à perda dos dentes.

 

Tipos de periodontite

 

São vários os tipos de periodontite. Há a agressiva, que ocorre em indivíduos sem outros problemas de saúde. Características comuns incluem perda de suporte periodontal, destruição óssea rápida e história familiar da doença. Já a periodontite crónica é a forma mais comum desta doença, sendo prevalente nos adultos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A evolução da doença normalmente lenta podendo, contudo, ocorrer períodos de progressão rápida.

 

A periodontite como manifestação de doença sistémica é mais frequente iniciar-se em idades mais jovens. Patologias sistémicas como doenças cardíacas, respiratórias e diabetes podem estar associadas a esta forma de periodontite. Por último, a doença periodontal necrosante é uma infeção caracterizada pela necrose rápida da gengiva e osso alveolar. Estas lesões são frequentemente encontradas em indivíduos seropositivos, malnutridos ou imunodeprimidos.

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A periodontite e a saúde geral

 

A patologia periodontal é causada por uma reação inflamatória contra a agressão das bactérias, semelhante àquela que é estabelecida quando se faz uma ferida, abrindo uma porta para a circulação sanguínea. Diz a Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO) que investigações atuais têm relacionado a patologia periodontal com um aumento do risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), doença respiratória e consequências adversas da gravidez como bebés prematuros e de baixo peso. Por outro lado, existem outras doenças que podem aumentar o risco de desenvolvimento ou progressão de problemas periodontais, como é o caso da diabetes, infeção por VIH, obesidade, insuficiência renal crónica, entre outros. O tabaco e o álcool também desempenham um papel importante no aparecimento e agravamento dos problemas periodontais.

 

Tratamento da periodontite

 

Na grande maioria dos casos é impossível reverter a perda óssea, refere a Associação Portuguesa dos Higienistas Orais (APHO). No entanto, é possível parar ou pelo menos reduzir a sua evolução. O tratamento passa pela remoção de toda a placa bacteriana e cálculo dentário (tártaro) que pode ser feita com ultrassons (destartarizador) e/ou com instrumentos manuais (curetas), que têm como finalidade fazer a descontaminação e o alisamento das raízes. Nos casos mais graves, poderá ser necessário recorrer à cirurgia para se limpar as zonas mais profundas.

Como prevenir as doenças das gengivas

  1. Escove os dentes 3 vezes ao dia com uma escova de dentes manual ou elétrica de cerdas suaves.
  2. Utilize uma pasta de dentes antigengivite ou anti-placa bacteriana com flúor para fortalecer os dentes e prevenir os danos causados pelas bactérias na placa.
  3. Após a escovagem, enxague com um colutório antibacteriano para ajudar a combater a placa, a gengivite e o mau hálito.
  4. Use o fio dentário para remover as partículas dos alimentos e a placa entre os dentes.
  5. Tenha em atenção que as gengivas continuam a sangrar durante algum tempo mas é importante continuar a escovagem e o uso de fio dentário. Remover a placa é essencial para melhorar a saúde das gengivas.

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

Referências
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