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Sal e sódio são a mesma coisa?

Sal e sódio não são a mesma coisa. Descubra a diferença entre ambos, quais os seus efeitos no corpo humano e como garantir uma ingestão apropriada de ambos nos alimentos que consome.

Sal e sódio são termos comuns que ocorrem na vida cotidiana, especialmente do ponto de vista culinário. Apesar de poderem ser confundidos, sal e sódio não são a mesma coisa.

Um pouco de ciência

Cientificamente falando, o sal é composto por sódio e cloreto. O sódio é um elemento químico muito reativo, por isso não é encontrado de forma solta no estado natural. De facto, o sódio entra em combustão espontânea com a água; portanto, embora o sódio seja essencial para a nutrição humana, o nosso corpo não toleraria a ingestão de sódio puro.

 

Na alimentação, entretanto, existem outras formas de sódio: incluindo bicarbonato de sódio e aditivos alimentares, como glutamato monossódico, nitrito de sódio e benzoato de sódio. Qualquer que seja a forma de sódio consumida, pode ser considerada na ingestão diária geral. Daí constituir cerca de 90% do sódio que consumimos.

Porque é que o corpo precisa de sódio?

O corpo humano precisa de sódio para funcionar corretamente. O sódio ajuda à transmissão de impulsos nervosos e encontra-se em todas as células do corpo. O equilíbrio entre o sódio e outros iões regula a pressão celular, os fluidos corporais, e está relacionado com tensão (pressão) arterial e volume sanguíneo, de tal forma que o sódio é necessário para o bom funcionamento de nervos e músculos.

 

No entanto, o corpo precisa apenas de uma quantidade diária de sódio que varia entre 180 mg e 500 mg para funcionar corretamente. Essa quantidade é inferior a um quarto de uma colher de chá de sal.

 

O maior problema que uma dieta demasiado rica em sódio pode causar é a hipertensão, mais conhecida como «pressão alta». Quanto maior for a ingestão de sal, maior será a pressão arterial. A hipertensão também aumenta o risco de acidente vascular cerebral, problemas renais, insuficiência cardíaca, cegueira e ataques cardíacos.

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Sal e hipertensão: afinal porque é que faz mal?

Como garantir uma ingestão apropriada de sódio?

Apenas uma quantidade reduzida do sódio que ingerimos vem do sal adicionado aos pratos enquanto estão à mesa ou na sua preparação. A maioria vem de alimentos processados com elevados níveis de sódio.

 

A maneira mais simples de reduzir a ingestão de sódio é consumir uma quantidade maior de comida caseira com ingredientes frescos. Igualmente, ao comprar alimentos industrializados escolha os com baixo teor de sódio (com menos de 120 mg). Caso o rotulo indique a percentagem de sal, e não a de sódio, lembre-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um consumo máximo de 5 a 6 g de sal por dia (3 no caso das crianças).

 

Procure no rótulo as palavras sem sal, sem sódio, muito baixo teor de sódio e baixo teor de sódio. Ao cozinhar, em vez de adicionar sal às receitas, experimente especiarias, ervas frescas, sumo de limão, vinagre ou condimentos como ketchup e mostarda.

 

É possível reduzir os efeitos de uma dieta rica em sal com a prática de atividade física. Estudos mostram que níveis superiores de atividade são associados a menores aumentos de pressão arterial em indivíduos com dietas ricas em sal quando comparados com indivíduos sedentários.

Consequentemente, se seu estilo de vida é sedentário, precisa de prestar ainda mais atenção à redução da ingestão de sal!

Referências
  • Rebholz, CM et al. (2012)

  • WebMD

  • Jornal Público

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