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O que é a dieta flexitariana?

Há uma diferença entre rejeitar todos os alimentos de origem animal e tentar comer menos carne. A dieta flexitariana, que propõe minimizar o consumo de carne sem a excluir, baseia-se na procura de equilíbrio e saúde. Aprenda como funciona esta dieta e quais os seus benefícios para a saúde do coração.

A dieta flexitariana (da combinação vegetariana + flexível) está a ganhar popularidade em Portugal e no mundo. Esta propõe aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal e minimizar o consumo de carne e outros produtos de origem animal sem excluí-los completamente.

Dieta flexitariana: as diferenças face a outras dietas

Existem 3 diferenças fundamentais entre a dieta flexitariana e a dieta vegetariana:

 

  • Em primeiro lugar, a opção flexitariana tem o objetivo principal de procurar de um equilíbrio alimentar e cuidar da saúde com base em evidências científicas. Por outro lado, o objetivo da dieta vegetariana é defender os direitos dos animais. Os impactos positivos na preservação das espécies e no ambiente são valores acrescidos da dieta flexitariana, mas não são o seu propósito principal.

 

  • Além disso, em segundo lugar, a dieta flexitariana quer distanciar-se da rigidez de vegetarianismo e veganismo, procurando um equilíbrio novo e flexível entre categorias alimentares onde o consumo de proteína animal é menor, sem que seja excluído.

 

  • Por fim, a dieta flexitariana enfatiza a ingestão de alimentos integrais e frescos. Ou seja, os alimentos devem ser submetidos a pouco ou nenhum processamento. Além disso, devem estar mais próximo possível de seu estado natural, cuidado que não faz parte das dietas vegetarianas, frequentemente constituídas por alimentos processados que tentam imitar alimentos com carne (e.g. presuntos, fiambres & hamburguers veganos). Esses alimentos acostumam ter um elevado teor calórico e de gorduras e, nesse caso, vegetariano não é sinónimo de saudável.

 

Como fazer esta dieta?

 

A dieta flexitariana é ajustável. Por um lado, pode ser uma dieta omnívora na qual apenas 2 ou 3 refeições por semana são baseadas exclusivamente no consumo de vegetais, legumes e frutos secos (nível iniciado). Ou, pelo contrário, pode ser uma alimentação predominantemente vegetariana, com um consumo de carne pontual (nível avançado). Assim sendo, esta é uma dieta realista e ao alcance de todos, que fomenta uma mudança gradual e que pode se tornar um hábito de vida.

Quais os benefícios para a saúde do coração?

A dietas flexitariana, sobretudo no nível avançado, tem o potencial de trazer os benefícios que costumam ser atribuídos às dietas vegetarianas:

 

  • Redução na gordura corporal e, por conseguinte, menor índice de massa corporal (IMC). E está provado que existe uma relação linear e proporcional entre este índice e vários fatores de risco para a doença cardiovascular. Ou seja, quanto mais elevado, maior o risco de desenvolver um problema.

 

  • Redução nos níveis de colesterol LDL e aumento dos de colesterol HDL. O colesterol LDL é considerado prejudicial em quanto pode acumular-se nas artérias, contribuindo na formação de placas de aterosclerose. Caso queira saber mais sobre o colesterol, clique aqui.

 

  • Redução da pressão arterial. A hipertensão faz com que o sangue flua com muita pressão, o que pode levar ao aparecimento de lesões e espessamento das artérias. Além disso, a hipertensão produz um bombeamento mais rápido do sangue, com o resultado de pôr o coração sob esforço.
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Aprender a viver com hipertensão arterial

Para chegar a estes resultados, é essencial que os vegetais e alimentos naturais (legumes e leguminosas & frutas) sejam a porção principal do consumo calórico total. Além disso, devem ser fazer um consumo muito inferior de produtos processados ou de origem animal. Sempre que possível, é aconselhado o acompanhamento por um nutricionista para evitar deficiências de vitaminas e minerais.

 

Se já não o fez, tente reduzir o seu consumo de carne, adicionando 1, 2 ou 3 refeições vegetarianas ao seu plano semanal. E caso goste, aumente a pouco e pouco o número dessas refeições. O ecossistema agradece e a saúde do seu coração também!

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

Referências
  • Derbyshire EJ, 2016.

  • American Institute for Cancer Research

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