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Como funciona o coração: o pericárdio

O coração é constituído por 3 camadas. Hoje vamos falar sobre uma delas, o pericárdio e o que acontece quando esta fica «doente».

O pericárdio é a camada muscular que envolve o coração, sendo constituída por uma estrutura externa, fibrosa, e outra interna, serosa. O pericárdio envolve também as raízes dos grandes vasos sanguíneos que atravessam o coração. O pericárdio fibroso, é constituído por uma camada de colagénio entrelaçada com um esqueleto de fibras elásticas mais profundas. O pericárdio seroso é constituído por 2 lâminas, a lâmina parietal e a lâmina visceral (ou epicárdio).

As funções do pericárdio

O pericárdio tem algumas funções específicas, de entre elas:

 

  • Manter o coração no lugar correto dentro da cavidade cardíaca;
  • Impedir a expansão irregular das aurículas e dos ventrículos;
  • Lubrificar o coração;
  • Proteger o coração. O pericárdio é uma barreira física entre o coração e os órgãos circundantes, como os pulmões;
  • Transmitir variações de pressão intratorácica que ocorrem com a inspiração e a expiração.

O que é a pericardite?

A pericardite é a inflamação do pericárdio. Pode ser causada por uma cicatrização, com um pericárdio endurecido, ou por uma degeneração. A pericardite pode levar à acumulação de líquido pericárdico, que é designada por derrame pericárdico.

 

Os sintomas que deve conhecer

 

A pericardite é a inflamação da membrana que cobre o coração, o pericárdio. Pode estar associada a dor muito intensa no peito, que piora quando se tosse, se deita ou se respira fundo. No entanto, podem existir outros sintomas:

 

  • Dor no peito que irradia para o lado esquerdo do pescoço ou ombro, semelhante à dor do enfarte do miocárdio;
  • Dificuldade em respirar;
  • Palpitações;
  • Febre;
  • Cansaço excessivo;
  • Tosse persistente;
  • Inchaço da barriga ou das pernas.

 

As causas possíveis

 

As principais causas de pericardite são:

 

  • Infeções, como pneumonia ou tuberculose;
  • Doenças reumatológicas, como lúpus e artrite reumatoide;
  • Radioterapia no tórax.

 

Quando a pericardite surge de forma repentina, é conhecida como pericardite aguda e, normalmente, o seu tratamento é rápido, sendo que o paciente recupera em cerca de 2 semanas. No entanto, existem casos, em que a pericardite se vai desenvolvendo de forma gradual ao longo de vários meses, necessitando de um tratamento mais prolongado.

 

Como se faz o tratamento

 

O tratamento para pericardite deve ser orientado por um médico assistente. Normalmente, o tratamento tem como objetivo o alívio dos sintomas, podendo ser recomendado o uso de:

 

  • Analgésicos: para aliviar a dor;
  • Antipiréticos: permitem reduzir a febre;
  • Anti-inflamatórios não esteroides: devem ser tomados de acordo com a orientação do médico assistente;
  • Protetores gástricos: para proteger o estômago dos efeitos dos anti-inflamatórios, especialmente se surgir dor no estômago ou existirem antecedentes pessoais de úlceras gástricas;
  • Colchicina: que pode ser adicionada aos anti-inflamatórios não esteroides e mantida por 1 ano como prevenção de recorrência da doença.

 

Para além de tudo isto, é de extrema importância que o paciente fique em repouso até que os sintomas desapareçam ou até que haja controlo da inflamação.

 

Concluindo, o pericárdio é a camada muscular que envolve o coração. Quando o pericárdio está inflamado, temos uma doença designada por pericardite, que pode estar associada a dor muito intensa no peito que piora com a tosse ou com a inspiração profunda. O tratamento da pericardite tem como principal objetivo o alívio dos sintomas.

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Referências
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