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8 perguntas sobre o tabagismo frequentes

Está a tentar deixar de fumar ou ainda a pensar se deveria começar a fazê-lo? É fumador passivo e isso preocupa-o? Respondemos-lhe a 8 perguntas sobre o tabagismo para facilitar a sua decisão.

Há perguntas sobre o tabagismo que, além de frequentes, são fundamentais verem-se respondidas.

 

Segundo dados da Direção-Geral da Saúde, o início do consumo do tabaco em grande parte na adolescência. Na grande maioria das vezes, o ato de fumar começa como uma aventura partilhada entre amigos. Poucos serão, depois, os que conseguem escapar à dependência que a nicotina impõe e, posteriormente, ainda menos os que conseguem escapar ao enfarte do miocárdio e à esclerose das artérias, ao cancro do pulmão, à insuficiência respiratória e à doença pulmonar obstrutiva crónica. Brincadeiras de criança que podem marcar uma vida.

Algumas perguntas sobre o tabagismo

Fumar liberta, inevitavelmente, milhares de substâncias químicas no organismo provocando danos, não só aos pulmões, como também ao coração e a muitas outras estruturas do corpo. No entanto, mesmo tendo fumado durante um longo período de tempo, é possível reverter esses efeitos nefastos e até mesmo experimentar benefícios para a saúde desde as primeiras horas em que decidir parar de fumar.

 

Está a tentar deixar de fumar ou ainda a pensar se deveria começar a fazê-lo? É fumador passivo e isso preocupa-o? Respondemos-lhe a 8 perguntas sobre o tabagismo para facilitar a sua decisão.

 

1. Quais os malefícios do tabagismo para o coração?

 

Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que o consumo de tabaco, na Europa, é responsável por 1 milhão e 200 mil mortes anuais, número que tende a ascender aos 2 milhões. Então, sendo as doenças cardiovasculares 2 a 4 vezes mais frequentes nos fumadores, deixar de fumar será a medida preventiva mais eficaz para diminuir os riscos de enfarte do miocárdio, angina de peito, doença arterial periférica e acidente vascular cerebral.

 

2. Porque devo parar de fumar?

 

Vários estudos apontam para que os fumadores morram cerca de 10 anos mais cedo do que aqueles que nunca fumaram. No entanto, os fumadores que param antes dos 34 anos conseguem recuperar os anos de vida potencialmente perdidos devido ao tabaco, diminuindo significativamente o risco de morte prematura. E até mesmo quando se para de fumar aos 60 anos, se podem recuperar 3 anos de esperança de vida.

 

3. Quais os benefícios de deixar de fumar?

 

Deixar de fumar tem benefícios imediatos e a médio e longo prazo. Não só para a pessoa, como para quem convive com ela. Assim, há uma redução do risco de cancro do pulmão e de muitos outros tipos de cancro; uma redução do risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e de doença vascular periférica; uma redução dos sintomas respiratórios, tais como tosse, pieira e falta de ar; uma diminuição do risco de desenvolvimento de algumas doenças pulmonares e uma redução do risco de infertilidade.

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33.

O peso do tabagismo no risco cardiovascular

4. Quais os sintomas de privação que a ausência do tabaco provoca?

 

O fumador dependente terá de lidar com os sintomas de privação que a ausência do tabaco provoca e com o desejo de fumar, desencadeado por várias situações sociais diárias. Aliás, a nicotina é a principal substância indutora de dependência existente nos cigarros e afeta em particular os recetores cerebrais associados ao sistema de recompensa. Quando se para de fumar, o cérebro e todo o organismo do fumador tem de se ajustar à ausência de nicotina. Os sintomas de abstinência são sinais de que o corpo se está a adaptar à falta do tabaco. E é essa fase de adaptação à sua ausência que pode ser difícil de suportar. Tristeza, insónia, irritabilidade, dificuldade de concentração, inquietação, nervosismo, diminuição da frequência cardíaca, sensação de fome e desejo de fumar são alguns desses sintomas.

 

5. Quanto tempo duram os sintomas de abstinência?

 

Para a maioria das pessoas, os piores sintomas duram apenas alguns dias ou algumas semanas. Mas o desejo de um cigarro, desencadeado por estímulos como a lembrança do tabaco, o ver embalagens de tabaco ou pessoas a fumar, pode durar mais tempo. Embora possam ser desagradáveis, os sintomas de abstinência não são perigosos para a saúde.

 

6. É possível parar de fumar sem ajuda?

 

Apenas 3% a 5% dos fumadores que param sem ajuda continuam sem fumar passado 1 ano após terem parado. No entanto, existem medicamentos de apoio à cessação tabágica que ajudam a diminuir o desconforto provocado pela carência de nicotina. O apoio comportamental e o uso de medicação permitem atenuar o desconforto e duplicar o sucesso da cessação tabágica. Mas não deve fazer este percurso sozinho. Para a toma de medicação deve sempre falar com o seu médico ou farmacêutico. Pode ainda procurar uma consulta de cessação tabágica. Informe-se no seu Centro de Saúde ou consulte a página do SNS para mais informações sobre os locais disponíveis.

 

7. Que acontece se tiver uma recaída?

 

Como todos os processos, deixar de fumar inclui avanços e recuos. No entanto, quantas mais vezes tentar parar, mesmo que depois recaia, maior a probabilidade de conseguir abandonar definitivamente o tabaco. Recair não significa que falhou, mas sim que tem de voltar a tentar, só que sabendo um pouco melhor como lidar com as dificuldades. Se recaiu, procure perceber o porquê para aumentar a probabilidade de ter sucesso na próxima tentativa.

 

8. Quais os riscos de se ser fumador passivo?

 

Para além de aumentar o mau colesterol (ou colesterol LDL) e danificar o revestimento dos vasos sanguíneos, a exposição passiva ao fumo aumenta até 30% o risco de que pessoas não fumadoras venham a desenvolver cancro do pulmão entre muitos outros tipos de doença oncológica. Além disso, essa exposição pode, ainda, aumentar a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco ou um derrame.

 

Depois de ler estas respostas às nossas perguntas sobre o tabagismo, esperamos que esteja preparado para deixar de fumar. Ou então, para convencer alguém muito teimoso a fazê-lo. Mais informação? Junte-se à comunidade Diabetes 365º !

Referências
  • Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • WebMD

  • Fundação Portuguesa de Cardiologia

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