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10 questões frequentes sobre insuficiência cardíaca

Ter insuficiência cardíaca quer dizer que o seu coração vai deixar de bater? Esta questão é comum. E por estarmos a falar da causa mais frequente de internamento acima dos 65 anos, esta e muitas outras questões devem ser respondidas.

A nossa galeria de hoje contém algumas das perguntas e dúvidas mais frequentes que as pessoas têm sobre a insuficiência cardíaca e a sua respetiva gestão.

 

Mas, antes de mais…

O que é a insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma doença em que o coração não bombeia sangue para o corpo tão bem quanto deveria. Isto significa que o sangue não consegue fornecer nutrientes e oxigénio suficientes ao organismo, para que este funcione normalmente. Isto, por exemplo, poderá fazer com que se sinta cansado ou fatigado. Também significa que não consegue eliminar corretamente resíduos, levando à acumulação de líquido nos pulmões e noutras partes do corpo, como nas pernas e no abdómen.

 

Normalmente, a insuficiência cardíaca desenvolve-se porque tem (ou teve) um problema de saúde que afetou o coração, como a doença das artérias coronárias, um ataque cardíaco ou pressão arterial elevada, que deixou lesões ou esforçou demasiado o coração. Estas são as razões mais comuns para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca. No entanto, existem muitos outros fatores que causam a insuficiência cardíaca, incluindo hipertensão arterial, doença das artérias coronárias, valvuloplastia, doença do músculo cardíaco e arritmias.

…e porque é que ela é relevante

A insuficiência cardíaca pode desenvolver-se em qualquer idade, mas torna-se claramente mais comum com o avançar da idade:

 

  • Cerca de 1% das pessoas com menos de 65 anos sofrem de insuficiência cardíaca.
  • 7% das pessoas com idades entre os 75 e os 84 anos têm insuficiência cardíaca.
  • O último dado aumenta 15% nas pessoas com mais de 85 anos.
  • É a causa mais comum de internamento em doentes com mais de 65 anos de idade.

 

Por tudo isto, compilámos hoje algumas das perguntas que mais intrigam os doentes e todos os interessados por esta patologia.

10 questões frequentes sobre insuficiência cardíaca
  • 10 questões frequentes sobre insuficiência cardíaca

    #1 A insuficiência cardíaca é grave?

    A insuficiência cardíaca é uma doença crónica e com tendência a agravar-se com o tempo e que pode ser ameaçadora para vida. Considera-se, por isso, que se trata de uma doença grave. Contudo, é possível controlar, e, em algumas situações, melhorar a insuficiência cardíaca.

     

    A evolução da insuficiência cardíaca é imprevisível e diferente de pessoa para pessoa. Em muitos casos, os sintomas permanecem num nível estável durante bastante tempo (meses ou anos) antes de se agravarem. Em alguns casos, a gravidade e os sintomas agravam-se gradualmente ao longo do tempo, podendo evoluir rapidamente após, por exemplo, um novo ataque cardíaco, um distúrbio do ritmo cardíaco ou uma infeção pulmonar. Normalmente, estas doenças agudas reagem ao tratamento.

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    #2 Quais os sintomas de insuficiência cardíaca?

    Os sintomas da insuficiência cardíaca podem variar bastante de pessoa para pessoa, consoante o tipo de insuficiência cardíaca que tiver. Os principais sintomas são causados pela acumulação de líquidos e/ou por fluxo sanguíneo insuficiente no organismo. Podem manifestar-se por:

     

    • Cansaço
    • Falta de ar
    • Tosse e pieira
    • Aumento do peso
    • Tornozelos, pernas ou abdómen inchado
    • Tonturas
    • Frequência cardíaca rápida
    • Perda de apetite
    • Necessidade de urinar à noite

     

    Além dos sintomas físicos da insuficiência cardíaca, algumas pessoas poderão ter sintomas emocionais, como depressão e ansiedade.

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    #3 Que exames se fazem para diagnosticar a doença?

    Se suspeitar de sintomas de insuficiência cardíaca, deve falar com o seu médico. O seu médico realizará uma avaliação clínica detalhada (história clínica) complementada com um conjunto de exames, dos quais o mais importante para o diagnóstico e para a caracterização do tipo de insuficiência cardíaca é o ecocardiograma transtorácico («ecografia ao coração»).

     

    • História clínica e exame físico
    • Eletrocardiograma (ECG)
    • Análises ao sangue
    • Radiografia do tórax
    • Ecocardiograma transtorácico
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    #4 Como devo mudar a minha alimentação?

    Embora possa considerar que a sua alimentação atual é razoavelmente saudável, é essencial reduzir a quantidade de sal e de gorduras. Se tem um diagnóstico de insuficiência cardíaca não deve consumir qualquer tipo de bebidas alcoólicas! Em algumas fases da doença pode ser também necessário controlar o consumo de água e de líquidos por dia.

     

    Poderá ser encaminhado para um nutricionista que colaborará consigo para criar um plano de alimentação personalizado para melhorar a forma como se sente e controlar a insuficiência cardíaca.

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    #5 Que quantidade de sal posso ingerir?

    É muito importante que as pessoas com insuficiência cardíaca reduzam o consumo de sal. O corpo precisa de sal para funcionar, mas precisa de muito pouco e a maioria dos alimentos contém sal naturalmente.

     

    A insuficiência cardíaca faz com que o corpo retenha sal e água adicionais o que provoca a acumulação de líquidos no organismo. Este líquido adicional provoca o inchaço dos tornozelos, pés ou estômago e o aumento de peso. Assim, deve:

     

    • Consumir mais frutas e legumes (frescos sempre que possível).
    • Adicionar aos cozinhados ervas aromáticas, condimentos ou sumos de fruta (limão ou lima).
    • Evitar adicionar sal quando à mesa.
    • Evite alimentos processados com elevado teor de sal.
    • Verificar sempre o rótulo dos alimentos.
    • Ter atenção ao que come quando for a um restaurante.
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    #6 Tenho de parar de consumir bebidas alcoólicas?

    O álcool poderá relaxar o músculo cardíaco, retardando os batimentos cardíacos e reduzindo a pressão arterial. Embora o consumo moderado de álcool possa ajudar a prevenir a doença das artérias coronárias, o consumo excessivo quando se tem uma doença cardíaca poderá aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial e o abuso de álcool a longo prazo pode causar miocardiopatia.

     

    Se tem um diagnóstico de insuficiência cardíaca não deve consumir qualquer tipo de bebidas alcoólicas!

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    #7 Que quantidade de exercício físico posso praticar?

    A atividade física ligeira é benéfica para a maior parte das pessoas com insuficiência cardíaca. A prática de exercício físico pode ajudá-lo a sentir-se melhor em geral. A atividade poderá melhorar o funcionamento do coração, reduzindo o esforço e permitindo que os batimentos cardíacos sejam mais eficientes. Isto melhorará os sintomas. Contudo é necessário adaptar a atividade física ao estado de insuficiência cardíaca.

     

    Antes de iniciar um programa de exercício físico ou caso pretenda aumentar ou alterar o tipo de exercício físico que pratica, fale com o seu médico ou enfermeiro para garantir que não está a exigir demasiado esforço do seu coração, demasiado rápido. Tente não praticar exercício físico após uma refeição pesada ou se não tiver comido há muito tempo. Programe o exercício físico para começar entre 1 e 2 horas após uma refeição ligeira.

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    #8 Tenho de tomar medicamentos para o resto da vida?

    É provável que tenha de tomar medicamentos para a insuficiência cardíaca para o resto da vida. Podem ser-lhe administrados vários medicamentos. Todos estes medicamentos podem ajudar a manter os seus sintomas sob controlo e a melhorar a sua qualidade de vida. Alguns têm efeitos secundários, mas os benefícios geralmente superam bastante os problemas.

     

    É importante que fale com o seu cardiologista para esclarecer todas as dúvidas que tiver sobre os medicamentos para a insuficiência cardíaca.

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    #9 Posso continuar a trabalhar?

    Na maior parte dos casos, a insuficiência cardíaca pode ser tratada e controlada de forma adequada, permitindo que continue a trabalhar a tempo inteiro ou a tempo parcial. A sua situação específica dependerá da causa e da gravidade da insuficiência cardíaca, assim como das exigências do seu trabalho. O seu médico poderá ajudá-lo a decidir o nível adequado de trabalho que pode fazer.

     

    Poderá ter de ajustar as horas de trabalho ou outras atividades intensas. Se sentir que tem cada vez menos capacidade para realizar o seu trabalho, fale com o seu médico sobre isso, pois poderá ser necessário alterar a medicação, e/ou com a sua entidade patronal para ver se é possível desempenhar outras tarefas.

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    #10 A vacinação é segura no meu caso?

    Uma forma de se manter bem é minimizar o risco de infeções respiratórias como a influenza (gripe), pneumonia e, claro, a COVID-19, uma vez que os problemas respiratórios podem agravar a insuficiência cardíaca.

     

    Estão disponíveis vacinas seguras que lhe podem proporcionar imunidade contra a gripe e a pneumonia. Deverá falar sobre estas vacinas com o seu médico ou enfermeiro que pode aconselhá-lo mais detalhadamente. Se tomar medicamentos anticoagulantes, o seu médico ou enfermeiro poderá recomendar ajustes ao seu plano de vacinação.

     

    Se tiver mais de 50 anos e insuficiência cardíaca pode também ser elegível já para a toma da vacina contra a COVID-19. Pode verificar essa elegibilidade aqui.

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