Pub
Pub
artigo
imprimir

Rosácea: um problema de pele vascular?

Provavelmente já terá ouvido de falar de rosácea ou couperose, mas sabia que, mais que um problema de pele, se trata de um problema vascular?

Apesar das manifestações da rosácea serem maioritariamente cutâneas, a verdade é que a sua origem é vascular. Explicamos os mecanismos que a provocam e agravam esta desagradável patologia cutânea.

Rosácea: diagnóstico e subtipos

A rosácea é uma patologia de pele que se manifesta numa vermelhidão mais ou menos persistente em determinadas zonas do rosto. Por mais que seja visível, a confirmação por parte de um dermatologista é sempre importante, até para efetuar a classificação da rosácea, que usualmente encaixa numa destas categorias:

 

  • Eritmotelangiectática: caracteriza-se por vermelhidão e derrames (chamadas telangiectasias);
  • Pápulo-pustulosa: onde surgem pústulas associadas à vermelhidão, com um líquido translúcido ou branco, sendo que no segundo caso a confusão com acne é frequente;
  • Fimatosa: resulta numa remodelação cutânea e no rinofima, uma deformação do nariz.
  • Ocular: em que existe uma vasodilatação constante nos olhos, como se de uma conjuntivite se tratasse.

 

Conviver com uma doença crónica

 

A principal característica da rosácea na maioria dos doentes é, no entanto, a existência de fases de vermelhidão e remissão. Trata-se de uma doença crónica e, por vezes, pode haver alguma tentação do doente achar que está «curado», embora não haja uma cura. Esta vermelhidão latente é causada pela dilatação permanente dos capilares do rosto.

 

O que é possível na rosácea é sim uma gestão da vermelhidão e dos fatores que agravam a doença. Ou seja, é possível ajudar a controlar, tentando evitar:

 

  • choques térmicos;
  • o consumo de comidas excessivamente picantes;
  • stresse ou ansiedade;
  • outros fatores que podem variar de pessoa para pessoa.

 

Apesar de a causa ser vascular, é também importante gerir a pele, utilizando cuidados suaves e especificamente desenvolvidos para pele com rosácea. Afinal, a utilização de cosméticos comuns pode também transformar-se em um fator agravante. A utilização diária de proteção solar é fundamental no doente com rosácea, uma vez que a radiação solar pode provocar uma crise. Adicionalmente, deverá procurar cosméticos sem perfume para evitar potenciais irritantes para a pele.

 

Consulte o seu médico ou um dermatologista caso sofra de vermelhidão e calor persistente no rosto e aconselhe-se junto dele sobre as opções de tratamento que existem.

artigo

161.

É possível eliminar derrames naturalmente?

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

Referências
  • Gallo RL, et al., 2017.

artigo
imprimir
anterior seguinte