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O que precisa para ter um coração saudável?

O fator mais importante para a saúde cardiovascular são os seus hábitos diários. Verifique se está a fazer tudo para ter o coração saudável.

As doenças cardiovasculares constituem a causa dominante de morte em todo o mundo, com exceção da África Subsaariana, mas mesmo aí, de acordo com projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), prevê-se virem a tornar-se, nos próximos anos, a causa mais importante de morte. O estilo de vida é fundamental na prevenção, no tratamento e na recuperação destas patologias, podendo também ser responsável pelo desenvolvimento de fatores de risco que precedem, em muitos anos, as doenças cardiovasculares.

O que tem (mesmo) de fazer para manter o coração saudável

Tendo por base os hábitos de vida dos portugueses e o conhecimento científico atual, Manuel Carrageta, médico cardiologista e presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), reuniu, no livro Como Ter Um Coração Saudável (Âncora Editora), os principais conselhos para a manutenção da saúde cardiovascular. Eis um resumo dos mais importantes.

 

Parar e descontrair

 

A resposta biológica de «lutar ou fugir» provocada pelo stresse causa uma subida temporária da tensão arterial e da frequência cardíaca. Quando são esporádicas, essas alterações momentâneas não têm consequências significativas. O problema surge quando os episódios de stresse ocorrem várias vezes ao dia, colocando prolongadamente a tensão arterial em níveis mais elevados, que podem já ser de hipertensão arterial. Além disso, de cada vez que se desencadeia uma reação de stresse, são produzidas hormonas que, em quantidades excessivas e por períodos longos, vão lesar as paredes das artérias coronárias e causar um processo inflamatório que vai abrir o caminho à infiltração de colesterol na parede arterial e dar início à formação de placas de aterosclerose.

 

Caminhar ao ritmo dos Bee Gees

 

A Fundação Americana de Cardiologia recomenda o ritmo da música Staying Alive como referência para marcar o ritmo da caminhada de 30 minutos que deve fazer parte do seu dia a dia, pelo menos 5 dias por semana, para ter uma forma cardiovascular razoável. Para acompanhar o ritmo desta música são necessários 100 passos por minuto, a uma velocidade média de 6 km por hora. Os benefícios da atividade física regular são inúmeros e incluem a redução do risco de ataques cardíacos em cerca de 50%, um benefício que pode ser superior ao obtido com a terapêutica redutora do colesterol.

 

Comer vegetais e fruta todos os dias

 

A alimentação é o fator mais importante para ter um coração saudável. Consumir uma grande variedade de vegetais e fruta ajuda a prevenir a hipertensão arterial e a hipercolesterolemia, dois importantes precursores de doença coronária e de acidente vascular cerebral. O consumo de vegetais é especialmente benéfico uma vez que são ricos em fibra, vitaminas, minerais e antioxidantes, que ajudam a defender o organismo das doenças cardiovasculares. O mesmo se pode dizer da fruta, mas, porque tem algum açúcar e mais calorias, deve ser ingerida com moderação.

 

Beber 2 chávenas de chá por dia

 

A esta bebida produzida a partir da planta camellia sinensis são atribuídas propriedades capazes de ajudar a prevenir as doenças cardiovasculares e o cancro. O benefício do chá julga-se ser devido à presença de substâncias químicas vegetais, conhecidas por flavonoides, que exercem uma poderosa ação antioxidante mais potente do que as vitaminas C e E e protegem as células e parede das artérias. Têm também propriedades anticoagulantes e anti-inflamatórias, que se assemelham às da aspirina.

 

Comer menos

 

Alguns estudos em curso em humanos ainda não tiveram tempo para demonstrar aquilo que já se descobriu nos estudos em animais acerca da restrição alimentar. Em animais submetidos a restrição calórica, a incidência de cancro e de doenças cardiovasculares reduziu na ordem dos 50%, em comparação com os animais alimentados sem restrições. Sabe-se, no entanto, que um dos mais antigos mecanismos biológicos de sobrevivência durante os longos períodos de fome é o desvio dos recursos do organismo das atividades de reprodução para as atividades de manutenção e reparação dos órgãos e tecidos. Este desvio permite manter a sobrevivência, prolongar a vida e reduzir a ocorrência das doenças crónico-degenerativas associadas ao envelhecimento.

 

Perder a barriga

 

Um dos métodos para avaliar o risco cardiovascular é a medição do perímetro da cintura, que é uma boa forma de verificar se há gordura abdominal em excesso. Esta gordura produz substâncias químicas que são tóxicas para o coração, as artérias e o pâncreas, levando ao desenvolvimento de doença das artérias coronárias e diabetes. Um perímetro abdominal no homem igual ou superior a 102 centímetros e a 88 centímetros na mulher implica um risco cardiovascular muito elevado e de diabetes.

 

Consumir gordura de peixe

 

As primeiras sugestões de que as gorduras marinhas podiam ter um importante papel protetor cardiovascular nasceu de estudos epidemiológicos efetuados em esquimós na Gronelândia há mais de 40 anos. Este povo tem uma alimentação à base de gordura de animais marinhos, sem no entanto lhe ser conhecida a ocorrência de ataques cardíacos. A explicação para ausência de patologia coronária foi atribuída pelos autores do estudo a uma ação protetora devida ao elevado teor de ácidos gordos ómega-3 existente na composição da alimentação do povo esquimó.

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Referências
  • Revista Prevenir

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