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O que os olhos não vêem, o coração não sente?

A sabedoria popular normalmente acerta. Mas será que no caso das doenças cardiovasculares, podemos confiar neste ditado? Já lhes chamaram «assassinas silenciosas». Colesterol, triglicéridos, aterosclerose, doença arterial coronária… São muitos os fatores de risco que podem levar a enfartes e AVCs e que não vemos a olho nu. Neste caso, podemos mesmo dizer que nem sempre o que os olhos não vêem, o coração não sente.

Por uma vez, desafiamos a sabedoria popular. Porque no que toca às doenças cardiovasculares, nem sempre o que os olhos não vêem o coração não sente.

Doenças cardiovasculares, assassinas silenciosas?

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal. O enfarte do miocárdio (ataque de coração) mata cerca de 12 pessoas por dia. Muitas vezes, os sintomas são imperceptíveis. Só quando já é tarde demais e a doença avança para consequências como o enfarte ou o AVC é que nos damos conta. Daí que sejam muitas vezes chamadas de «assassinas» ou «inimigas» silenciosas. Não são visíveis aos olhos. Não se vêem na pele. Não causam dor. Mas o coração sente-as, e ressente-se.

 

Quando a tensão sobe sem darmos conta

 

Um dos principais fatores de risco cardiovascular é a hipertensão (tensão alta). O seu tratamento é, habitualmente, simples, eficaz e em conta. No entanto, muitas pessoas com hipertensão não sabem que a têm porque normalmente não produz sintomas. Por isso, esta «inimiga silenciosa» acaba por causar insuficiência cardíaca, falha renal e AVC.

 

O que acontece na hipertensão é que algo faz com que o sangue faça demasiada força nas paredes dos vasos sanguíneos. Pode ser uma obstrução causada por um coágulo ou por excesso de colesterol. Pode ser uma consequência da diabetes, que enrijece as paredes das artérias. Ou até complicações ao nível dos rins, que perturbam o equilíbrio do sangue e fazem aumentar a tensão. Ou seja, nem as causas nem a própria hipertensão costumam mostrar nenhum sinal, a não ser quando causam um evento «dramático».

 

Daí a importância de irmos regularmente ao médico para um check-up, pelo menos 1 vez por ano. No caso da saúde, é melhor esquecer a ideia de que «o que os olhos não vêem, o coração não sente». Será melhor adotar outra máxima: «mais vale prevenir do que remediar».

 

Outro local onde pode pedir que lhe meçam a tensão regularmente é na farmácia. Os valores normais rondam os 120/80 mmHg. O farmacêutico poderá ajudar na leitura e recomendar a ida ao médico, se for caso disso.

 

Colesterol: placa a placa se entope uma artéria

 

Outro «assassino silencioso» é o tão afamado colesterol. Consequência de uma herança genética ou de maus hábitos alimentares e sedentarismo, o colesterol vai-se acumulando nas paredes dos vasos sanguíneos, juntamente com outras moléculas. Forma as chamadas placas de ateroma, que levam à aterosclerose. Basicamente,  estas bloqueiam os vasos ou diminuem o seu diâmetro. O sangue passa a ter dificuldade ou até mesmo a não conseguir passar para o órgão de destino. Sem fluxo de sangue, os órgãos não recebem nutrientes nem oxigénio e não podem funcionar. Se uma das artérias que levam o sangue ao coração (coronárias) estiver bloqueada, acontece um enfarte. Se o bloqueio for no cérebro, dá-se um AVC.

 

Tal como no caso da hipertensão, também o colesterol não mostra as suas consequências a não ser quando estas já são bastante graves. Neste caso, fazer análises ao sangue é uma boa maneira de ir despistando. Lembre-se que idealmente, o valor de colesterol no sangue deve ser inferior a 190 mg/dL.

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Vamos falar sobre o colesterol LDL

Não podemos dizer que o que os olhos não vêem, o coração não sente!

 

Como vimos, as doenças cardiovasculares afetam uma grande parte da população mundial. São das principais causas de morte. E a razão para tal é o serem quase sempre silenciosas. Muitas vezes, não têm sintomas. Além disso, quando os têm, estes não são demasiado específicos. Tonturas, cansaço extremo, falta de ar… Tendemos a ignorar este tipo de manifestações. Pensamos que é do stresse, que precisamos de descansar.

 

Mas tal como levamos o carro todos os anos à inspeção, para assegurarmos de que está tudo bem, devemos fazer o mesmo connosco. Fazer pelo menos uma revisão anual, falar com o médico, realizar análises ao sangue e algum exame que se justifique. Não custa nada e pode detectar determinadas doenças a tempo. Afinal, não podemos mesmo dizer que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Sente sim! Está nas nossas mãos assegurar que cuidamos dele e que o fazemos sentir-se bem.

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

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