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Desabituação tabágica: o que saber

A desabituação tabágica, de forma simples e direta, fundamental. Da mesma forma que temos de aconselhar todos para não começarem a fumar, devemos ter a mesma energia na cessação deste hábito tão prejudicial à saúde global.

O hábito de fumar, ou até o uso mais lato de tabaco, mastigado ou usado das mais diversas maneiras, é um obstáculo de primeira linha à saúde pública. Hoje em dia sabe-se que mesmo os ambientes com tabaco estão ligados a riscos concretos para o bem-estar e a saúde. Claro que, se assim é, a desabituação tabágica constitui uma prioridade atual para a sociedade.

Fumar prejudica o próprio. E os outros.

A desabituação tabágica tem sempre de passar por uma ampla campanha, com verdade e transparência, por forma a divulgar de forma mais convincente que: 1) não vale a pena começar a fumar; 2) que fumar é mau para o fumador; mas que 3) também o é para o ambiente coletivo e até para a interação social, quer no lar, quer no trabalho ou no lazer. Só com atuação decidida, comprometida aos mais variados estratos da sociedade à qual afeta diariamente, esta desabituação terá êxito.

 

Obstáculos à ação

 

Mas, pode perguntar-se: que interessa convencer o fumador inveterado que tem de deixar por completo de fumar se, por outro lado, se desenvolve a cultura da planta do tabaco, como interesse para a economia e o emprego? Ou se se faz depender as receitas fiscais do imposto do tabaco (entre outros pesados impostos)? Ou se se continua a tolerar a oferta de cigarros aos jovens, que iniciam o hábito, seja através da expectativa do desafio, ou da inclusão social no grupo de amigos (na discoteca ou em outros locais públicos)? Ainda assim, há muita coisa que podemos fazer além das várias proibições a que o tabaco já está sujeito.

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Ações possíveis

 

Consultas de desabituação

Ou, como também são designadas, de apoio ao fumador. Claro que custam recursos, hoje tão escassos. Mas têm de ser organizadas com estratégia, sabendo que o seu custo é recompensado por ganhos enormes num futuro não muito longínquo, ainda que não se possa dizer que os seus efeitos são imediatos.

 

Atitude dos profissionais de saúde

De primeira linha de importância, todos eles, desde o médico de medicina geral e familiar ao farmacêutico ou ao cientista de investigação, passando por toda e qualquer especialidade. Pois não afeta o tabaco todo o organismo e a mortalidade, em geral?

 

Os 5 Ás

Abordar a questão do tabaco em qualquer ato de saúde. Avisar para deixar de fumar, pela própria saúde (e já agora, pela dos outros cidadãos). Avaliar, desafiando os que conhecemos a deixar o hábito. Ajudar, dando dicas e até recomendando consultas de apoio. Acompanhar, voltando ao contacto sempre que preciso. Mas atenção, n o passe ao ataque, sendo repetitivo e inconveniente!

 

Terapêutica médica para ajudar o fumador que quer cessar de fumar

Existe, tem demonstrado eficácia duradoura, em muitos casos, mas deve sempre ser discutida com o profissional de saúde.

 

Em suma: será difícil a desabituação tabágica? Certamente! Mas é um caminho que é obrigatório fazer-se pela nossa saúde, pela dos outros e por um ambiente mais saudável à nossa volta.

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

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