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Cuide do seu coração

Causa de morte mais comum na Europa, as doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 4 milhões de mortes por ano e por 45% do seu número total.

Provocam 29,5% das mortes em Portugal. O tabagismo, os níveis de colesterol elevados, a obesidade, a hipertensão, a diabetes, o stresse e a ausência de exercício físico são os principais fatores de risco. Por isso e porque já se conhecem os fatores de risco, cuide do seu coração!

 

As doenças cardiovasculares são doenças que envolvem o coração e os vasos sanguíneos e constituem, atualmente, a principal causa de morte na Europa. Destas, destacam-se as doenças ateroscleróticas em que os vasos sanguíneos são progressivamente obstruídos por depósitos de gordura conhecidos por placas. Existem diferentes tipos de doenças ateroscleróticas:

 

  • cardíaca coronária (enfarte agudo do miocárdio, a que geralmente se chama ataque cardíaco) que afeta as artérias coronárias, as quais fornecem sangue ao coração;
  • cerebrovascular (AVC, que significa acidente vascular cerebral), que afeta os vasos que fornecem sangue ao cérebro;
  • arterial periférica que afeta os vasos que fornecem sangue às pernas.

 

Outros tipos de doenças cardiovasculares incluem, por exemplo, insuficiência cardíaca (quando o coração é incapaz de bombear adequadamente), doenças das válvulas do coração e doenças do músculo cardíaco.

 

A aterosclerose é causada, sobretudo, por níveis elevados de colesterol que, por sua vez, se acumula na parede dos vasos sanguíneos, causando inflamação e acumulação de placas que podem estreitar esses vasos. Quanto mais estreitos ficarem os vasos, menos sangue vai fluir o que poderá causar dor intermitente nas pernas durante a caminhada se essas artérias forem afetadas. Quando os vasos que fornecem sangue ao coração se estreitam, pode ocorrer dor no peito, aperto ou desconforto, a que se dá o nome de angina de peito. Se os vasos que fornecem o coração ficarem muito estreitos ou totalmente bloqueados com placas, pode ocorrer um enfarte agudo do miocárdio.

Cuide do seu coração

Sinais de aviso

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) alerta para os seguintes sintomas:

 

  • Dor torácica
  • Falta de ar
  • Acordar com falta de ar ou precisar de mais almofadas
  • Desmaios e/ou tonturas
  • Palpitações
  • Tosse
  • Rápido aumento de peso
  • Aumento do inchaço das pernas ou tornozelos
  • Inchaço ou dor no abdómen
  • Perda de apetite e náuseas

 

Apesar de alguns ataques cardíacos serem bruscos e intensos, na maioria dos casos começam de forma lenta, apenas com uma leve sensação de desconforto no peito. Se sentir algum destes sinais, ligue imediatamente o número de emergência 112.

 

Os principais inimigos do coração

 

As doenças cardiovasculares têm, na sua origem, vários fatores de risco que podem ser genéticos, fisiológicos, comportamentais ou do meio envolvente e que se dividem, geralmente, em 2 grupos de fatores:

 

  • imutáveis ou fixos, como é o caso do aumento da idade e de fatores genéticos como a história familiar de doenças cardiovasculares;

 

  • controláveis que se relacionam, direta ou indiretamente, com o estilo de vida. Estes últimos podem ser alterados, influenciando a probabilidade de desenvolvermos este tipo de doença.

 

O tabagismo, as más práticas de regime alimentar, o consumo excessivo de álcool, os níveis de colesterol elevados, a obesidade, a hipertensão arterial, a diabetes, o stresse e a ausência de exercício físico são, segundo dados da Sociedade Europeia de Cardiologia, os principais fatores de risco associados à doença cardiovascular. Quem tem este tipo de doença ou está em risco de vir a ter, deve ser diagnosticado o mais cedo possível e desenvolver estratégias de gestão da doença, como aconselhamento clínico e medicação adequada prescrita pelo médico assistente.

 

Fatores de risco cardiovascular em Portugal

 

  • Mais de metade dos portugueses são obesos ou pré-obesos e 43% tem hipertensão arterial. Esta foi a conclusão de um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge em fevereiro de 2020. O estudo e_COR – Prevalência de Fatores de Risco Cardiovasculares na População Portuguesa veio revelar a necessidade de a população controlar melhor os fatores de risco para doenças cérebro-cardiovasculares.

 

  • Os autores do estudo elaborado pela Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças não Transmissíveis indicam, ainda, que 68% da população apresenta 2 ou mais fatores de risco para doenças cardiovasculares e 22% 4 ou mais, apontando a diabetes mellitus, o colesterol elevado, a hipertensão arterial, a pré-obesidade/obesidade e o tabagismo como os mais relevantes.

 

  • Os investigadores defendem, também, que os dados recolhidos mostram a necessidade de as autoridades de saúde desenvolverem estratégias de rastreamento da população em geral quanto aos fatores de risco. A importância da promoção de medidas de estilo de vida adequadas e do investimento em literacia em saúde, foi igualmente referida.

 

  • 1.688 pessoas foram avaliadas através de exame físico, análises clínicas e um questionário para o relatório que apresenta o perfil de risco cardiovascular da população portuguesa e que conclui que, não obstante o decréscimo verificado nos últimos anos, as doenças cérebro-cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal com uma esperança de vida saudável aos 65 anos, inferior à média europeia. 
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02.

Como funciona o coração

Medidas de prevenção

 

Estima-se que 1 em cada 5 doentes com ataque cardíaco sofra um segundo ataque cardíaco no primeiro ano. Os profissionais de saúde e os doentes podem trabalhar juntos para prevenir o primeiro e o segundo episódios. Por exemplo, muitos doentes vítimas de ataque cardíaco sofrem de diabetes não diagnosticada que, se diagnosticada e tratada a tempo, pode evitar o ataque cardíaco.

 

A prevenção da doença cardiovascular faz-se com escolhas saudáveis de estilo de vida. Por outro lado, o tratamento faz-se com medicamentos e/ou com cirurgia. O seu médico pode, também, usar calculadores de risco cardiovascular, como o SCORE, para avaliar o seu risco e decidir qual o procedimento a seguir. No entanto, a forma mais importante de combatê-la é mesmo através da prevenção, o que significa impedir o primeiro episódio e subsequentes.

 

As indicações da European Society of Cardiology (ESC)

 

Nesse caso, há que cumprir as indicações da European Society of Cardiology:

 

  • O que come e quanto come tem um grande efeito sobre a saúde do coração e é uma das melhores formas de começar. Quando fizer uma refeição fora de casa, escolha opções saudáveis, evitando, por exemplo, fast food e alimentos processados.

 

  • Permita-se uma refeição um pouco menos saudável por semana para se manter motivado e não se sentir como se estivesse a fazer dieta.

 

  • A atividade física ajuda a controlar o peso corporal, a pressão arterial, os lípidos e açúcar no sangue, e torna-o mais bem-humorado. Não precisa de cair no exagero. Até um pequeno aumento da atividade física traz melhorias para a saúde, mas, se esse aumento for progressivo, melhor! Peça a um amigo para caminhar consigo.

 

  • Limitar as bebidas alcoólicas a 2 copos por dia para os homens e 1 copo por dia para as mulheres. Assim sendo, se não bebe, não comece agora.

 

  • Não fume e tente ficar longe das áreas de fumadores. O tabagismo passivo também é perigoso. Parar de fumar é a forma mais eficaz de reduzir o risco de doenças cardíacas, respiratórias e pulmonares.

 

  • Verifique regularmente o seu peso corporal. Manter um peso saudável tem um efeito favorável na pressão sanguínea e nos níveis de colesterol, reduzindo o risco cardiovascular.

 

Por fim, junte-se à comunidade Cardio 365º!

Referências
  • Revista pH

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